Egleriad Hîr Belegost

Escrito por Daedhel. Publicado em Arte dos Membros

 Egleriad Hîr Belegost - Ode a Azaghâl

 

A Nirnaeth Arnoediad foi perdida,
Mas nessa derrota foram cantadas,
As lágrimas que seriam vingadas,
Choradas por quem perdeu a vida,
Que cantaram a grande despedida,
Pelo senhor de Belegost!

Nessa gloriosa batalha entraram,
Os reinos da Beleriand esquecida,
E coragem que nunca terá medida,
Tiveram os Naugrim que lutaram,
Contra o Inimigo que desafiaram,
Pelo senhor de Belegost!

Prontamente um machado cortava,
E os grandes escudos aguentavam,
Os duros golpes que os marcavam,
Do inimigo que não se afugentava,
Se nem terror ou machado vingava,
Pelo senhor de Belegost!

A hoste Naugrim muito combateu,
E assim aquela batalha continuava,
E até pareceu que nunca terminava,
Mas a verdade lentamente cresceu,
Através dos gritos de quem morreu,
Pelo senhor de Belegost!

Até que foi Maedhros muito traído,
Por Ulfang que ele tinha como seu,
Mas por muito pouco não se perdeu,
Porque então seria deveras perdido,
Não fosse valentemente defendido,
Pelo senhor de Belegost!

Os Noldor assim tiveram de recuar,
Com o orgulho mortalmente ferido,
E Maedhros não se terá esquecido,
Porque os Naugrim ficaram a lutar,
E a sua honra preferiram guardar,
Pelo senhor de Belegost!

E foi então que muito longe surgiu,
Tão veloz e rapidamente a avançar,
Um grandioso fogo tudo a devastar,
E entre as chamas Glaurung se viu,
Mas nem assim a coragem se sumiu,
Pelo senhor de Belegost!

O verme rapidamente se aproximou,
E a coragem dos Naugrim persistiu,
Nenhum da valente hoste lhe fugiu,
A hoste marchou e o dragão rodeou,
E a uma só voz contra ele batalhou,
Pelo senhor de Belegost!

Dos seus avançou Azaghâl lutando,
E de machado e máscara ele lutou,
Mas assim ele enfim se sacrificou,
Esmagado pelo verme e cravando,
Sua adaga que o verme ia matando,
Pelo senhor de Belegost!

O dragão derrotado teve de fugir,
Os Naugrim Azaghâl carregando,
E o seu sacrifício foram cantando,
Sem nada que os pudesse impedir,
E em canto da batalha veio a sair,
Azaghâl, senhor de Belegost!