O Reino de Mordor

Escrito por Gwen. Publicado em Geografia

Depois da Guerra da Ira, em que Morgoth foi derrubado e lançado para o vazio eterno, Sauron prestou vassalagem a Eonwë e jurou desisitir de todos os seus negros pensamentos; mas ao saber que tinha de regressar a Aman e submeter-se ao julgamento de Manwë, não quis ser humilhado e escondeu-se na Terra Média. O seu aspecto, nessa altura, ainda podia ser belo se assim o desejasse, mas depressa voltou a cair no mal tornando-se no novo Senhor das Trevas, com um perverso propósito de tudo controlar.

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Ao ver que os Elfos de Eregion tinham formado um poderoso reino perto dos Anões de Khazad-dûm, e ao sentir-se ameaçado com o poder crescente dos Numenoreanos na Terra Média, que construíam cada vez mais portos e formavam colónias, Sauron escolheu a terra de Mordor, a este do baixo Anduin e protegida a norte pelas Ered Lithui, e a sul e oeste pelas Ephel Dúath, para a transformar numa fortaleza e no seu negro Reino. Iniciou a construção de Barad-dûr no ano 1000 da 2ª Era, localizada no extremo sul de uma encosta das Ered Lithui, e esta foi a maior fortaleza da Terra-Média na Segunda e Terceira Eras. No Orodruin, uma montanha vulcânica, construíu as Sammath Naur, as Câmaras de Fogo, onde forjou o Um Anel em 1600 S.E., acabando de seguida a construção de Barad-dûr. Construíu também uma estrada que ligava a Torre Negra às Sammath Naur, as suas grandes forjas, que utilizava com frequência.

Quando sentiu que estava em segurança, enviou emissários a Eriador, pois desejava ter os Elfos ao seu serviço, e apresentou-se por fim ele próprio como Annatar, o Senhor das Dávidas; mas Gil-galad repeliu-o pois não confiou nele. No entanto, foi bem sucedido em Ost-in-Edhil, ao seduzir Celebrimbor e os joalheiros da Gwaith-i-Mírdain com os seus ensinamentos secretos. Assim, instruídos por Sauron, os ferreiros élficos atingiram o apogeu da sua habilidade e forjaram os anéis do poder; e ao ver os trabalhos deles bem encaminhados, Sauron afastou-se e aguardou na Terra da Sombra. Celebrimbor fez três artefactos de grande poder e beleza, os três anéis dos Elfos; e depois disso, em 1600, Sauron forjou o Um nas chamas de Orodruin, passando grande parte do seu poder e da sua malícia para o Anel, de forma a que este pudesse dominar todos os outros e dirigir os próprios pensamentos daqueles que os usavam. Acima de tudo Sauron desejava poder controlar os Três, os mais belos e poderosos: mas os Elfos aperceberam-se dos seus intentos e esconderam os seus anéis, nunca os usando enquanto Sauron tivesse o Um.

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Quando Sauron percebeu isso, decidiu fazer guerra aos Elfos e conquistar os Anéis. Durante 93 anos, reuniu uma grande força em Mordor e, em 1695 assaltou Eregion. Gil-galad enviou Elrond com auxílio para Ost-in-Edhil, mas entretanto Celebrimbor morreu, a cidade caiu e Sauron recuperou dezasseis anéis. Khazad-dûm e os elfos de Lórien auxiliaram as forças de Elrond, mas eram poucos diante do poder de Sauron e Elrond foi obrigado a recuar para Norte onde estabeleceu um refúgio em Imladris (Rivendell). Sauron voltou-se então para os Elfos de Lórinand e para os Anões, que repeliu; os Elfos passaram por Mória para o seu reino e os Anões encerraram as suas portas, que Sauron não conseguiu derrubar. Eregion ficou devastada e em ruínas, mas o Senhor Negro não conseguiu recuperar os Três, pois Celebrimbor tinha-os confiado a Galadriel e Gil-galad.

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Sauron tentou então tomar o domínio de Eriador, preparando um assalto contra Lindon. Por volta de 1699, as suas forças dominavam toda a região e Rivendell estava sitiada. Mas Gil-galad tinha pedido ajuda a Númenor, e Tar-Minastir enviou uma grande armada para os Portos Cinzentos e para o rio Gwathló, onde havia um porto numenoreano (Vinyalondë). Ao ser atacado por duas frentes, Sauron fugiu para a região de Dagorlad (Planície da Batalha) e, vencido, regressou a Mordor, onde jurou vingar-se de Númenor. Eriador foi libertado do inimigo, mas grande parte ficou em ruínas. 

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Assim durante muito tempo as terras ocidentais desfrutaram de paz, enquanto Sauron alargou a sua influência para as terras do leste e sul, evitando os lugares frequentados pelos numenoreanos; no entanto, conseguiu corromper alguns, a quem ofereceu três anéis do poder. Aos poucos uma sombra abate-se sobre Númenor. Apesar de não conseguir dominar os Anões com os Anéis, teve muito sucesso com os homens, que caíram sob o domínio do Um e entraram no reino das sombras, tornando-se os seus mais terríveis servidores, os Nazgûl. Aos poucos o seu poder volta a crescer, os orcs multiplicavam-se em Mordor e começou a entrar em conflito com as colónias numenoreanas. Não tolerava nenhuma liberdade e deu a si próprio o título de “Senhor da Terra”, talvez numa provocação ao orgulhoso rei de Númenor.

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Quando Ar-Pharazôn soube disso, resolveu desafiar Sauron para disputa da Terra Média e desembarcou em Umbar com um grande exército. Este era de tal forma poderoso que todos os aliados de Sauron o abandonaram e ele, submisso, aceitou ir como prisioneiro para Númenor em 3262 SE.

Desta forma Sauron conseguiu pela astúcia o que não conseguiu pela força, pois em breve tinha corrompido a maioria dos corações daquele povo, era o Conselheiro do Rei e convenceu-o a declarar guerra aos Valar. Mas Eru interviu, abrindo uma grande fenda no mar, Númenor foi arrastada para o abismo e as Terras Imortais afastadas para sempre dos círculos do mundo. 

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O próprio Sauron foi arrastado para o abismo, de tal forma que a sua forma física pereceu, mas o seu espírito de ódio fugiu para a Terra Média e escondeu-se em Mordor, que parecia abandonada desde a sua partida. Nunca mais seria capaz de assumir uma forma atraente e o seu poder só podia impor-se através do terror. Sentiu uma grande cólera ao verificar que o poder de Gil-galad tinha crescido na sua ausência e que Elendil e os seus filhos tinham escapado da submersão de Númenor, estando a construir um reino mesmo nas suas fronteiras.

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Assim, antes que pudessem criar raízes, abriu guerra contra os Exilados. Sauron chamou os seus servidores e entre eles encontravam-se muitos da raça superior de Númenor, que Sauron tinha voltado para a escuridão. Em 3429 atacou Gondor, tomou Minas Ithil e queimou a Árvore Branca; mas Isildur fugiu pelo Anduin com a família, levou consigo um rebento da Árvore e foram ter com Elendil, no Norte. Entretanto, Anárion defendeu Minas Anor e Osgiliath contra o inimigo e repeliu-o para as montanhas. Mas Sauron reuniu de novo as suas forças e Anárion compreendeu que, se não recebesse auxílio, o seu reino não resistiria muito tempo. 

Elendil e Gil-galad conferenciaram juntos, pois compreenderam que Sauron se tinha tornado muito forte e venceria todos os seus inimigos, um por um, se não se unissem contra ele. Por isso formaram a Última Aliança, unindo as suas forças para o derrotar.

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Na Batalha de Dagorlad, o exército da Última Aliança saiu vitorioso e Sauron fugiu para Barad-dûr. As forças da Última Aliança entraram em Mordor e cercaram Sauron durante sete anos. Sauron, por detrás da sua fortaleza, enviava muitos ataques; Anárion foi morto em 3440, atingido por uma pedra. Por fim o cerco tornou-se tão rigoroso que Sauron saiu de Barad-dûr e enfrentou Gil-galad e Elendil. Nesse último combate, nas vertentes de Orodruin, Gil-galad e Elendil derrubam Sauron: pois à lança de Gil-galad e à espada de Elendil, Aeglos e Narsil, ninguém vencia. Mas ambos morrem, o rei élfico pelo calor que Sauron exalava e Elendil caiu e a sua espada Narsil partiu-se debaixo dele. E a vitória da Última Aliança podia ter sido completa, pois Isildur, que estava perto do pai nesse último combate, cortou o anel do dedo de Sauron com os fragmentos da Narsil, e o seu espírito fugiu para as sombras, bem como os Espectros do Anel. Mas Isildur resolveu ficar com o anel para si, em vez de o destruir nas chamas de Orodruin, única forma de Sauron ser destruído para sempre. Durante muito tempo houve paz, enquanto Sauron dormia e o Um Anel se perdia, mas o mal perdurou.

Assim começou a 3ª Era, e Gondor montou uma guarda na terra de Mordor, a Torre Negra foi arrasada, mas os seus alicerces permaneceram. Foram construídas fortalezas ao longo dos limites de Mordor, para vigiar as criaturas malignas no seu interior. Entre elas, a principal ficava em Cirith Gorgor, a “Passagem Assombrada”, pois era a mais fácil de todas as entradas/saídas pelas montanhas. O desfiladeiro era bloqueado por um baluarte de pedra com um único portão de ferro com três portas em arco: era o Morannon, o Portão Negro. De cada lado do desfiladeiro erguiam-se duas colinas negras onde foram construídas as Torres dos Dentes: Narchost, o Dente de Fogo e Carchost, o Dente da Presa. Também na passagem de Cirith Ungol foi construída uma fortaleza, pois era outra entrada/saída de Mordor, bem como nas Ephel Dúath a fortaleza de Durthang, e entre entre Gorgoroth e Udûn, Carach Angren. Atrás de Minas Ithil também havia uma passagem, que ficou mais tarde conhecida como a Estrada de Morgul.

Mas passado um milénio uma sombra abateu-se sobre a Grande Floresta Verde, que passou a chamar-se Floresta Tenebrosa. Era a sombra de Sauron e o sinal do seu regresso, e os primeiros a aperceberem-se disso foram os Hobbits, que atravessaram as montanhas para Eriador. Em 1100 os Sábios descobrem que um poder maligno tinha construído uma fortaleza em Dol Guldur e pensaram que se tratava de um dos Nazgûl. Começaram a multiplicar-se criaturas maléficas, os Nazgûl reaparecem e o seu chefe vai para Angmar, onde inicia o seu ataque a Arnor. Em 1636 uma grande peste devastou Gondor e muitas regiões de Eriador tornam-se desérticas; Mordor deixou de ser vigiada em 1640, devido às perdas que sofreram com a peste e porque Gondor começou a sofrer vários ataques, de Harad, de Umbar e dos Viajantes de Carro. Em 1980, depois da queda de Arnor, o Rei Bruxo entrou secretamente em Mordor, onde reune os Nazgûl. Em 2000 cavalgam pela passagem de Cirith Ungol e cercam Minas Ithil, que caiu dois anos depois. A cidade foi ocupada pelos Nazgûl e passou a ser um local de tal pavor que recebeu o nome de Minas Morgul, a Torre da Bruxaria.

Em 2043 Eärnur, rei de Gondor, foi desafiado pelo Rei Bruxo para um combate singular, cavalgou em direcção a Minas Morgul e nunca mais voltou; assim, Sauron pensava ter destruído os reinos do exílio, mas Gondor passou a ser governada por Mordomos e a linhagem dos reis do Norte foi continuada em segredo pelos Capitães dos Dúnedain. Em 2063 Gandalf entrou na fortaleza de Dol Guldur e descobriu que o poder que lá vivia era o próprio Sauron, que se escondeu no Leste. Começa a Paz Vigilante, que dura quatro séculos, enquanto os Nazgûl, que parecem sossegados em Minas Morgul, preparam Mordor para o seu Senhor. Os orcs continuam a expandir-se, Dale é destruída, Rohan invalida e os Anões expulsos de Mória. Em 2460 Sauron regressa a Dol Guldur com os seus novos aliados e, em 2475 é renovado o seu ataque a Gondor: de Mordor saíu pela primeira vez a raça dos Uruks, que atravessaram Ithilien e tomam Osgiliath. Boromir I derrotou-os e reconquistou Ithilien; mas Osgiliath foi destruída, a sua grande ponte de pedra partida e a cidade ficou em ruínas.

Durante meio século não houve nenhuma batalha importante, mas os Uruks prosseguem com a sua guerrilha em Ithilien e os orcs começam a construir bastiões secretos nas Montanhas Nebulosas, a fim de fecharem todas as passagens para Eriador.

Em 2850 Gandalf entrou novamente em Dol Guldur e descobre que Sauron está a reunir todos os anéis e procura notícias do Um. Numa reunião do Conselho Branco, Gandalf aconselha um ataque à fortaleza, mas só em 2941 Saruman concordou; no entanto, Sauron retira-se secretamente para Mordor, revelando-se abertamente dez anos depois, com a reconstrução de Barad-dur e reunindo grandes hostes. Em 2954 o Monte da Condenação irrompeu de novo em chamas e os últimos habitantes de Ithilien fogem pelo Anduin. A partir daí a sombra de Mordor alastra.

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Saruman ousou servir-se do palantír de Orthanc, mas é apanhado numa armadilha por Sauron, que tem a pedra de Ithil. Gollum, que procura o Anel, aventura-se por Mordor e é aprisionado por Sauron. Depois de torturado, Sauron sabe por ele duas coisas: “Baggins! Shire!” e liberta-o em 3017, na esperança que ele indique aos seus espiões o caminho para o Anel, pois desconhecia tudo sobre os Hobbits. Mas Gollum foi apanhado por Aragorn no Pântano dos Mortos e Sauron sentiu grande pressa, temendo que outros encontrassem primeiro o Um; decidiu por isso fazer dois ataques simultâneos: os Orcs atacaram o reino de Tharanduil (e Gollum fugiu), e o Senhor de Morgul combateu abertamente Gondor. A Guerra do Anel começara!

Desta forma, Sauron avaliou a força e prontidão de Denethor e achou-as maiores do que esperava; mas Osgiliath foi tomada, e os Nazgûl iniciam a procura do Anel.

A 6 de Março de 3019, quando Aragorn se revelou a Sauron através do palantír, este iniciou apressadamente os diversos ataques que planeara, mais cedo do que esperava. O maior foi contra Minas Tirith, utilizando os exércitos do Sul, mas também havia forças de Dol Guldur e aliados de Rhûn, sempre às suas ordens. Os primeiros a alcançarem a sua meta foram as tropas de Dol Guldur, que atacaram Lórien por três vezes, sem sucesso. Exércitos de orcs e forças de Dol Guldur também atacaram o Rei Thranduil na Floresta Tenebrosa, mas o rei elfo saiu vitorioso.
Os aliados orientais de Sauron marcharam contra os homens de Dalle e os Anões de Erebor; o Rei Brand tombou diante do Portão de Erebor, e o Rei Dain Pé de Ferro combateu vigorosamente junto do corpo de Brand, até tombar também. Então, tanto os homens como os Anões foram obrigados a recuar até à fortificação da Montanha Solitária; no entanto, os orientais não conseguiram passar pelo Portão.
Depois da destruição do Anel a 25 de Março, quando os servos de Sauron foram privados da força que os impelia, todos os que tinham sido atacados avançaram e destroçaram os exércitos restantes: Celeborn e Thranduil foram para Dol Guldur, e os assediados de Erebor contra os orientais. Assim, como disse Gandalf, o Norte foi salvo pela sua bravura, e quando a sombra passou, Celeborn conduziu o exército de Lórien pelo Anduin, tomaram Dol Guldur, Galadriel derrubou as suas muralhas e a floresta foi purificada.

Minas Tirith sofreu a principal investida da maldade de Sauron. As forças de Mordor eram em maior número, e para além dos orcs, trolls e outras criaturas das sombras, havia os aliados do Harad, de Khand e de Rhun, com os poderosos Mûmakil, a hoste de Morgul e os corsários de Umbar. O inimigo era tão numeroso que muitos foram simplesmente mantidos de reserva para o saque previsto da cidade.

As forças de Gondor podiam ter sido maiores, mas temendo os Corsários de Umbar, os populosos feudos do sul retiveram todos, excepto “um décimo da sua força”. As companhias externas de Gondor totalizavam menos de três mil homens, e a Guarda da Torre tinha pelo menos três Companhias mais uma guarnição externa. No total, provavelmente eram menos de cinco mil, poucos para a defesa da cidade. Com mais seis mil cavaleiros dos Rohirrim e os Dúnedain do Norte, deviam totalizar uma força de 11.250 elementos, contra a Maré Negra de Mordor que deviam totalizar uma força de 45.000, no mínimo.

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Depois das defesas se esgotarem e os Portões da Cidade se fecharem, todo o Pelennor foi abandonado ao inimigo, que escavaram trincheiras e colocaram catapultas, atirando, por cima das muralhas, as cabeças dos soldados mortos em Osgiliath. De Angmar veio o Grond, o grande aríete que despedaçou os Grandes Portões de Minas Tirith, e Gandalf ficou para desafiar o Senhor dos Nazgûl. Mas de longe soaram as trompas de Rohan, e Aragorn chegou nos barcos dos Corsários. A batalha foi travada, Éowyn e Merry destruíram o Senhor de Morgul e, apesar da inferioridade numérica, as forças de Gondor conquistaram a vitória.

Depois da Batalha dos Campos de Pelennor, Aragorn convocou um conselho com Gandalf, Imrahil, Éomer, Elladan e Elrohir e chegaram à conclusão que a sua situação era desesperada; assim, para darem uma hipótese a Frodo de destruir o Anel, têm de desviar a atenção do Senhor Negro dos seus próprios domínios, e resolvem marchar contra Mordor, levando Sauron a pensar que é Aragorn o novo possuidor do Anel. Partem com apenas 1000 cavaleiros e 6000 homens apeados para desafiar uma força muitas vezes mais poderosa. Ao chegarem à desolação de Mordor, alguns homens ficaram tão intimidados que Aragorn os mandou recuperar Cair Andros. 

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Finalmente chegam junto ao Portão Negro, e Boca de Sauron, comandante de Mordor, propõe-lhes a rendição, que Gandalf recusou. Depressa a hoste de Gondor é inteiramente cercada, pois estavam diante de “forças dez vezes maiores”; uma grande hoste irrompeu do Morannon, orcs, homens e trolls das colinas, um dos quais feriu Beregond mas, por sua vez, foi morto por Pippin. As forças de Gondor estavam cercadas quando as águias surgiram e se lançaram sobre os nazgûl; mas nessa momento as bases de Mordor estremecem e todos os poderes de Sauron começaram a ruir, sendo os nazgul e ele próprio enviado para sempre para as sombras. Pois Frodo, com a ajuda inestimável de Sam, conseguira cumprir a missão e o Um Anel foi destruído, e Gollum caiu nas fornalhas de Orodruin levando-o consigo.

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Depois da queda da Torre Negra e da morte de Sauron, as criaturas do Senhor das Trevas destruíram-se entre si, deixando apenas os Homens de Rhun e Harad para combater. A maioria fugiu ou rendeu-se, e Aragorn, Rei dos Reinos Reunificados de Anor e Gondor, assinou a paz com os povos do Sul e do Leste, mandando-os em liberdade. Quanto aos escravos de Mordor, libertou-os e deu-lhes todas as terras em redor ao Lago Núrnen. Assim terminou a 3ª Era com a destruição de Sauron, a 25 de Março de 3019, e uma grande sombra partiu de Arda, graças à grande força e coragem daqueles que a combateram, mesmo no limiar da esperança.



GEOGRAFIA DO REINO DE MORDOR

MORDOR (Terra Negra): Reino a este do baixo Anduin, rodeado e protegido a norte pelas Ered Lithui, e a sul e oeste pelas Ephel Dúath. Inicialmente ocupado por Sauron perto do ano 1000 da Segunda Era, Mordor foi desde então a casa do mal. De Mordor, Sauron orquestrou a Guerra entre Elfos e Sauron, e aí ficou até ser subjugado por Al-Pharazôn em 3262.
Depois da Queda de Númenor, Sauron regressou a Mordor, e em 3429 atacou Gondor. Mordor foi invadido pelo exército da Última Aliança em 3434, e com a derrota de Sauron em 3441, Mordor foi limpa dos seus servidores.
Na Terceira Era Gondor construiu fortalezas como as Durthang, as Torres dos Dentes, e a Torre de Cirith Ungol para impedir qualquer coisa maligna de reentrar em Mordor. Após a Grande Peste de 1636 essas fortalezas ficaram abandonadas, e os Nazgûl entraram em Mordor e iniciaram a lenta preparação da zona para o regresso de Sauron, que então habitava sob disfarce em Dol Goldur. Em 2942 Sauron finalmente regressou a sua casa e em 2951 mostrou-se abertamente e iniciou a reconstrução de Barad-Dûr. Durante a Guerra do Anel os exércitos reunidos em Mordor lançaram-se sobre Gondor, mas com a destruição do Anel Um muitos dos trabalhos de Sauron foram destruídos e Mordor devastada por sismos.
Chamado em Westron a Terra Negra, a Terra das Sombras ou o País Negro. Também chamado a Terra Sem Nome.

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Ered Lithui (Montanhas de Cinza) – A cadeia de montanhas formando as fronteiras norte de Mordor, estendendo-se ao longo de cerca de 644 quilómetros desde Morannon. 
Chamadas em Westron de Montanhas de Cinza.

Ephel Dúath (cercas exteriores / sombra negra) – As montanhas que formam os limites oeste e sul de Mordor, uma grande cadeia provavelmente com cerca de 1287 quilómetros. A norte, as Ephel Dúath encontram as Ered Lithui no Isenmouthe e Cirith Gorgor.
Chamadas em Westron de Montanhas da Sombra ou Montanhas Ensombradas.

Cirith Gorgor (passagem assombrada) – Grande passagem para Mordor na junção das Ered Lithui e das Ephel Dúath. A grande porta Morannon foi construída ao longo desta passagem, que ligava Dagorlad e Udûn. Cirith Gorgor foi depois disso guardada pelas Torres dos Dentes. 

Torres dos Dentes – Duas torres, Narchost e Carchost, contruídas de cada lado de Cirith Gorgor por Gondor como guarda sobre Mordor. Ficaram abandonadas por volta de 1636 da Terceira era devido à Grande Peste, e foram posteriormente reocupadas por Sauron, tornando-se fortes bastiões Orcs. Foram arruinados com a destruição do Um durante a Guerra do Anel. Igualmente chamados Dentes de Mordor.

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Morannon – O Grande Portão Negro com três portas em arco que bloqueava Cirith Gorgor, a Passagem Assombrada entre as planícies da Dagorlad e Udûn.

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Udûn – A planície circular em Mordor entre o Isenmouth e Cirith Gorgor.

Isenmouthe – Passagem em Mordor entre Gorgoroth e Udûn, no encontro das Ered Lithui com as Ephel Dúath. O Isenmouthe estava fortificado, e através dele foi construída uma vedação de pontas de ferro. Chamado em Sindarin de Carach Angren.

Morgai – Encosta a este e abaixo das Ephel Dúath, o lado interno do oeste de Mordor. Embora ermo, Morgai não estava completamente deserto, pois alguns arbustos ali nasciam.

Gorgoroth – o grande planalto a noroeste de Mordor, uma zona devastada por inúmeros poços escavados por Orcs.

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Orodruin (montanha de chama vermelha) – Montanha vulcânica em Mordor, na planície de Gorgoroth. Nas suas chamas Sauron forjou o Anel Um, em cerca de 1600 da Segunda Era, e sempre na sua ascensão Orodruin entrava em erupção. O Orodruin entrou em erupção em 3429 da Segunda Era, e intermitentemente desde 2954 da Terceira Era até ao fim da Guerra do Anel. Quando Gollum caiu nas Chamas da Condenação com o Anel Um em 3019, houve uma violenta erupção.
O Orodruin tinha apenas 1372 metros de altura, mas erguendo-se isolado numa grande planície parecia maior. Tinha uma grande base de 914 metros, no topo da qual se encontrava um alto cone e uma larga cratera.

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Sammath Naur (Câmara de Fogo em Sindarin) - encontrava-se neste cone, e entrando por ele chegava-se à Fenda da Condenação, uma grande fissura na montanha, nas profundezas da qual ardia a Chama da Condenação.
Também chamado Monte da Condenação (Amon Amarth em Sinadin), que era o nome dado pela população de Gondor quando entrou em erupção na Segunda Era. Chamado em Westron Montanha de Fogo.

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Barad-dûr (Torre Negra) – A fortaleza de Sauron, construída por si com o poder do Anel Um entre 1000 e 1600 da Segunda Era. No fim da Segunda Era foi cercada e capturada (3434-41), mas não foi possível destruir as suas fundações enquanto o Anel perdurava. Sauron iniciou a reconstrução em 2962 mas foi arrasada em 3019 com a destruição do Um.
Chamada em Órquico de Lugbúrz, em Westron de Torre Negra e também de Grande Torre pelo tenente de Sauron.

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Lithlad (Planície de Cinza) – uma das grandes planícies de Mordor, localizada tanto a Sudoeste como a Este.

Núrn – Área a Sudoeste de Mordor em volta de Nûrnen. Na altura da Guerra do Anel, os campos de escravos de Nurn providenciavam alimento para os exércitos de Mordor. Depois da Guerra os escravos foram libertos e o Rei Elessar concedeu-lhes os campos para seu próprio proveito.

Mar de Nurnen (Nûrnen) – Mar interno no Sul de Mordor. Para Nûrnen convergiam rios que escovam de todo Mordor excepto Gorgoroth e Udûn. Não tinha escoadouro. Igualmente chamado de Lago Núrnen e o Mar de Nurnen.

Passagem Morgul – Passagem que partia de Minas Morgul através das Ephel Dúath para Mordor. Também chamada Passagem sem Nome.

Cirith Ungol (Passagem da Aranha) – Passagem pelas Ephel Dúath mesmo acima de Minas Morgul, guardada pela Torre de Cirith Ungol. Esta passagem foi usada em 2000 da Terceira Era pelos Nazgûl quando foram enviados por Mordor para controlar Minas Ithil, e também por Frodo na sua demanda para entrar em Mordor. Embora bem guardada, era uma passagem mais fácil de atravessar despercebido do que a passagem principal atrás de Minas Ithil.
Chamada Passagem Alta por Sam Gamgee.

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Torre de Cirith Ungol – Torre perto da passagem de Cirith Ungol, originalmente construída por Gondor para impedir qualquer criatura maligna de reentrar em Mordor no início da Terceira Era. A Torre foi depois abandonada e controlada por Orcs.
A torre foi construída em três “andares” contra uma encosta, e na altura da Guerra do Anel o portão principal estava guardado por dois Vigilantes/Sentinelas. Quando Frodo e Sam escaparam da Torre, os Vigilantes/Sentinelas ficaram tão abalados com o Frasco de Galadriel que a passagem ruiu.

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Bibliografia:
- Senhor dos Anéis
- Silmarillion
- Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média
- Atlas da Terra Média
- O Mundo do Senhor dos Anéis
- Definições do Complet Guide of Middle Earth, gentilmente cedidas e traduzidas por Mormegil
- Mapas e Ilustrações escolhidas por Eru-o-Único  

Este artigo foi escrito pela Gwen